Madeira: conheça cada tipo

Angelim, Carvalho, Freijó, Compensado, MDF, qual é a melhor? No mercado existem diversos tipos de madeira sendo comercializadas para os mais diversos fins, ficando difícil escolher qual a melhor opção, não à toa, já que a madeira combina com diversos estilos de decoração e tem muitas funções. Ela pode estar presente tanto em suas características naturais ou em formas industrializadas.

Os diversos tipos de madeira apresentam diferenças em suas cores, texturas, resistência e durabilidade. Algumas espécies são indicadas para a construção civil, que são aplicadas em estruturas principais ou secundárias. Outras podem ser usadas na parte decorativa e funcional de um ambiente, como janelas, portas, venezianas, assoalhos, forros, painéis e lambris, ou ainda, para a produção de móveis.

Muitos não sabem a diferença entre a madeira legalizada e a certificada. A madeira legal dá a garantia de um produto eco-friendly. Já a certificação, assegura a extração por meio do manejo florestal, isso significa que a sua extração é autorizada por órgãos ambientais. Para garantir a origem dessas peças é conferido a elas o certificado FSC® (Forest Stewardship Council – Conselho de Manejo Florestal).

Já a Madeira de Lei, termo muito utilizado para madeiras que apresentam alto índice de resistência, tem origem na época do Brasil Imperial, com a chegada da família de Dom João VI ao Brasil. Na “lei” foram estabelecidas algumas espécies para o uso exclusivo da coroa para a construção naval e de dormentes de ferrovias.

Está pensando em desenvolver algum projeto com madeira? Confira abaixo as espécies mais usadas e suas principais características e utilizações:

Naturais

A madeira em sua forma natural se diferencia pela sua durabilidade e resistência. Além disso, sua aparência se destaca pela suas cores e texturas únicas. É muito usada na construção e para a fabricação de móveis elegantes e duráveis.

– Angelim: fácil de ser trabalhada, permite um bom acabamento e garante móveis duráveis. Tem aspecto fibroso com textura grossa e se distingue pelo seu tom castanho-avermelhado claro ou escuro com manchas escuras.

– Aroeira: a espécie tem madeira de cor levemente rosada. Possui uma superfície lustrosa e lisa. Muito utilizada para cercas, dormentes e na construção, em vigas, ripas, caibros e assoalhos. Também pode ser usada para móveis e peças torneadas.

– Carvalho: é um dos tipos mais versáteis e amplamente usada na construção de pisos, armários, painéis e móveis. Sua aparência é geralmente de um tom avermelhado escuro.

– Cedro: de tom marrom avermelhado, é utilizada para a fabricação de mesas, cadeiras, armários, camas, bancos, janelas, batentes e portas. É durável, resistente a insetos e umidade, por isso pode ser usada tanto em áreas internas como externas.

– Cerejeira: de tom marrom amarelado claro e brilho moderado, tem como principais características a durabilidade, maciez e beleza. Essa madeira é bastante utilizada para a fabricação de móveis decorativos de alta qualidade, além de esquadrias, lambris, forros e painéis.

– Cumaru: tem alta resistência a fungos e cupins, o que garante durabilidade. Pode ser aplicada tanto no interior como no exterior de construções. Usada para vigas, esquadrias, forros e assoalhos, aceita polimento, pintura e verniz. Sua robustez combina com decorações rústicas e industriais.

– Freijó: de tom castanho-claro-amarelado pode apresentar manchas e estrias enegrecidas. O freijó tem uma superfície lustrosa e, por isso, é uma madeira de alta qualidade para móveis finos. Na construção, é empregado em portas, venezianas, caixilhos, lambris, molduras, painéis, forros e ripas.

– Goiabão: uma madeira pesada, de cor amarela clara. Na construção, é aplicada em vigas, caibros e revestimento de portas. Na parte interna, pode ser aplicada em painéis, lambris, forros, assoalhos e móveis. Tem baixa resistência a fungos e cupins.

– Imbuia: sua tonalidade varia, geralmente com a presença de veios escuros. Muito usada para a fabricação de mobiliário de luxo e também na decoração interna com painéis decorativos, divisórias e lambris. Recebe bem verniz e pintura. Na construção, aparece sempre como vigas, ripas, caibros e portas.

– Ipê: madeira dura, de tom pardo-acastanhado e reflexos esverdeados. É utilizada em vigas, caibros, esquadrias, rodapés, forros e lambris. Também pode ser aplicada como tábuas, tacos, parquetes ou degraus de escada. Tem alta qualidade para partes decorativas de móveis.

– Jacarandá: além da sua beleza, o jacarandá também oferece qualidade, durabilidade e resistência a ataque de insetos e umidade. É empregado em móveis, sempre com um toque rústico e elegante para os ambientes. Também é utilizado em painéis decorativos e revestimentos finos.

– Louro: tem média resistência a ataque de fungos e cupins. Normalmente, é utilizado para fabricação de móveis de utilidade geral e decorativos. Também usado para batentes, portas, janelas, painéis, forros, ripas e como partes secundárias de estruturas.

– Nogueira: é uma das madeiras mais duráveis e com um excelente acabamento natural. Tem uma grande versatilidade de utilização, usada na fabricação de móveis de alta qualidade, portas, assoalhos e painéis.

– Mogno: seu tom inconfundível é de um castanho avermelhado. Possui alta estabilidade, durabilidade e resistência a fungos e cupins. Fácil de ser trabalhada, é uma madeira nobre e sofisticada. Indicada para móveis, painéis decorativos, revestimentos internos, lambris e venezianas.

– Pau-Ferro: é uma madeira brasileira exótica e tem cor vermelha clara. Durável, tem alta resistência ao ataque de fungos, porém, é difícil de se trabalhar, já que tem baixa permeabilidade às soluções preservantes. A Pau-Ferro pode ser usada na construção civil e de esquadrias, na fabricação de mobiliário de alta qualidade, assoalhos domésticos, embarcações, transportes, utensílios, instrumentos musicais e decoração.

– Pinho: é uma madeira durável e resistente. Sua cor clara é ótima para uma decoração clean e minimalista. É utilizada como ripas, tábuas de forro, formas para concreto, rodapés, estrutura de móveis e prateleiras.

– Pinus: é uma madeira de reflorestamento fácil de se trabalhar. Possui múltiplas aplicabilidades, como ripas, rodapés e forros. Recomendada também para fabricação de móveis, prateleiras e estantes. Sua tonalidade clara e suave é ótima para ambientes com tendências clássicas ou retrô.

Industriais

As madeiras industrias são muito utilizadas na produção de móveis. A principal vantagem, comparado às madeiras naturais, são o seu custo reduzido e a preservação de florestas.

– Aglomerado: é formado pela mistura de resíduos de madeira prensados. Aceita bem pintura e verniz e é utilizado para a fabricação de móveis e gavetas. Sua principal vantagem é o baixo custo, no entanto, tem baixa resistência a umidade, suporta pouco peso e apresenta curta durabilidade.

– Compensado Laminado: é feito com diversas lâminas de madeira de mesma espessura, que são coladas sucessivamente transformando-se em chapas. Tem boa resistência mecânica e é utilizado na fabricação de móveis e prateleiras.

– Compensado Sarrafeado: é composto por chapas com sarrafos de madeiras cortados que são colados lado a lado em um mesmo sentido. Essa placa é mais resistente e com menor grau de empenamento. É indicado para a produção de portas e estrutura de móveis.

– HDF: são fibras de madeira que passam por um processo de aglutinação com bastante pressão. As chapas são homogêneas e possuem superfície uniforme. Podem receber pintura, verniz e laminados. Suporta peso e vence vãos maiores sem a necessidade de reforços, permite cortes e entalhes e é bom para fundos e laterais de móveis.

– MDF: é um painel produzido pela aglutinação de fibras de madeira com resina sintética e aditivos. É homogêneo, sem camadas. Sua superfície é ideal para aplicação de pintura, verniz, laca e laminados. O MDF permite móveis com formas e partes arredondadas. É bastante usado para fabricação de móveis, laterais e fundos de gavetas. Possui alta resistência a empenamentos.

– MDP: são camadas de partículas de madeira sobrepostas, com as maiores posicionadas no centro da chapa e as mais finas nas superfícies. É utilizado para móveis residenciais e comerciais, de preferência retilíneos. Possui boa estabilidade e garante bom acabamento. Além disso, tem boa fixação de ferragens e para o uso interno é mais rentável que o MDF.

– OSB: é uma placa composta por tiras de madeira prensadas. Como é um material rugoso, aceita somente aplicação de verniz e tinta. Essas chapas são empregadas em painéis, tapumes de obras e móveis. Possui resistência a umidade e pode ser utilizada em ambientes externos.

E aí, qual dessas você gostou mais? Sabia que na Martelaria, que é um coworking de ferramentas e máquinas em Sorocaba, é possível criar projetos incríveis usando qualquer tipo de madeira, basta escolher seu tipo preferido e mãos à obra!

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